
Desde os anos 80 que me lembro de ouvir falar nesta ópera rock, um ícone dos anos 70 na cena cultural e artística - a obra de Tim Rice e Andrew Lloyd Webber. Tive agora - finalmente - a oportunidade de ir ver. Inicialmente previsto estar no Teatro Politeama até Fevereiro deste ano, devido à casa lotada quase diariamente e ao sucesso de bilheteira, Filipe La Féria deve ter repensado. Constou-me que afinal fica até Março. Para quem quiser ir ver, aconselho. Vale a pena. Apesar de, e digo-o sinceramente, ter gostado mais (muito mais) do musical "Música no Coração", igualmente encenado por La Féria e apresentado na mema casa, no passado Verão. Talvez me tenha sabido tão bem, por ter sido precisamente após a minha estadia na bela e imponente Áustria, um país que sempre esteve presente nos meus sonhos paisagísticos. Mas isso não significa que este não seja igualmente digno de ser visto. Antes pelo contrário. Vale de facto pela interpretação muito própria da história mais marcante da civilização judaico-cristã. E da representação absolutamente arrojada de um Jesus Cristo, lider de massas, com seguidores e opositores (o papel do Judas está um espanto neste musical) - tal como os lideres actuais. A história da humanidade sempre se repetiu.
Há coisas que são intemporais e são inerentes ao ser humano.
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