segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

A Bússula Dourada e os Demons

Este é o meu Demon,
por sinal um dos meus símbolos de sorte preferidos.
Depois de ver o filme,
fui à Homepage
para descobrir qual é o espírito
que me acompanha e me define.
A ser verdade, sou muito aventurada portanto.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Pequena homenagem a um dos meus ídolos de infância

Moon river

wider than a mile

I'm crossing you in style
someday
You dream maker,
you heartbreaker
Wherever you're going

Im going your way

Two drifters off to see the world
There's such a lot of world to see
We're after the same rainbows

And
Waiting 'round the band
My huckleberry friend,

moon river
And me

(Frank Sinatra)
"Toda a moderna literatura americana procede
de um livro de Mark Twain, Huckleberry Finn."
Ernest Hemingway

Rélógio Astronómico e Astrológico de Praga


"... e, para que o tempo nascesse,

também nasceram a Lua e os outros cinco astros denominados errantes ou planetas,
para definir e conservar os números do tempo."
(Platão, Timeu, 38c)
Parece estranho, mas existe uma
linha do tempo do próprio tempo.
Desde a Antiguidade, quando os agricultores sabiam a hora pela posição do sol, até os dias de hoje, quando já dispomos de relógios atômicos,
muita coisa interessante aconteceu...
para medir uma abstração!





O Orloj é o famoso relógio astronómico medieval que maior atracção turistica provoca na Praça Velha, em Praga.


Localiza-se na parede sul da Prefeitura Municipal da Cidade Velha, sendo composto por três componentes principais: o mostrador astonómico, que representa a posição do Sol e da Lua no céu, além de mostrar vários detalhes celestes; a "Caminhada dos Apóstolos", um espectáculo mecânico repetido a cada troca de hora com as figuras dos apóstolos e outras esculturas em movimento; e um mostrador-calendário com medalhões, representando os meses do ano e, consequentemente, os varios signos do zodíaco.

Em Agosto do ano passado estive lá, esperando pacientemente pelas 17 horas, entre centenas de turistas que falavam em todas as línguas possíveis e imaginárias, expectantes de ver o espectáculo que este relógio apresenta de hora a hora.

Nas laterais, na parte mais alta do mostrador as estátuas representam a vaidade, com um espelho na mão; a avarez, com um saco de dinheiro na mão, a morte (que espreita por fim com um riso um tanto sarcástico) a invasão pagã e a morte (que espreita por fim com um riso um tanto ou quanto sarcástico). Para os mais cepticos ficará o pensamento de que a morte vai marcando as horas dia após dia. Para os mais optimistas, o tempo é aquilo que soubermos fazer para marcar as nossas horas e os dias da melhor forma possível enquanto cá estamos.

Woody Allen - Cassandra's Dream

Para quem ainda não foi ver o novo filme de Woody Allen, aqui fica um link que contem o trailer.

Muita gente não tem paciência para o humor (quase sempre moralista) deste realizador britânico, mas confesso que a partir de "Matchpoint", ou seja, muito recentemente, comecei a achar alguma piada.
O título Cassandra's Dream, fez-me ter de imediato uma associação de ideias: Mitologia Grega.
Cassandra tinha o dom de ouvir os deuses e esta qualidade tornou-a devota servidora de Apólo. O próprio deus Apólo apaixonou-se por ela e ensinou-lhe os segredos da profecia. Ela tornou-se então uma profetisa, mas ao negar-se a dormir com Apólo, ele, por vingança, lançou-lhe a maldição de que ninguém jamais viesse a acreditar nas suas profecias ou previsões. Cassandra passa a ser frequentemente considerada louca ao tentar comunicar à população de Tróia as suas inumeras previsões de desgraça e catástrofe. A gravidade da incredibilidade das suas previsões culmina na queda e consequente destruição de Tróia, após as sucessivas tentativas de Cassandra de implorar a Príamo que mandasse destruir o cavalo de madeira.
Qual será então a relação da mitologia com a história do filme, eis a pergunta que daqui advém. Pois bem, ela existe.
Mas, não vou revelar qual é.
Experimentem a descobrir por vocês ;)

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Rainer Maria Rilke


"For one human being to love another:

that is the most difficult of all our tasks,

the ultimate, the last test of proof,

the work for which all other work

is but preparation."


domingo, 20 de janeiro de 2008

Guillermo Mordillo

Mordillo, um nome que se tornou numa verdadeira imagem de marca no mundo do cartoon, foi desde sempre um dos meus humoristas preferidos. Simples, apelativo e com um sentido de humor muito eficaz que se expressa de forma quase naive, este artísta de origem argentina, tornou-se conhecido em todo o mundo.
Nascido em 1932 em Buenos Aires, filho de emigrantes espanhóis, enriqueceu a paisagem do humor através da sua carreira de mais de 50 anos.
Ao longo dos anos, viveu em países tão diversificados como o Peru, os Estados Unidos, França e Espanha.
Fazem parte das suas ilustrações publicadas calendários, postais e cartoons em banda desenhada. Ilustrou ainda inúmeros livros para crianças e a sua obra perpetua-se ao longo dos anos através da silenciosa linguagem universal das imagens...
Visitem, vale a pena.

sábado, 19 de janeiro de 2008

Fui ver ao Teatro Politeama, no dia 12 Janeiro


Desde os anos 80 que me lembro de ouvir falar nesta ópera rock, um ícone dos anos 70 na cena cultural e artística - a obra de Tim Rice e Andrew Lloyd Webber. Tive agora - finalmente - a oportunidade de ir ver. Inicialmente previsto estar no Teatro Politeama até Fevereiro deste ano, devido à casa lotada quase diariamente e ao sucesso de bilheteira, Filipe La Féria deve ter repensado. Constou-me que afinal fica até Março. Para quem quiser ir ver, aconselho. Vale a pena. Apesar de, e digo-o sinceramente, ter gostado mais (muito mais) do musical "Música no Coração", igualmente encenado por La Féria e apresentado na mema casa, no passado Verão. Talvez me tenha sabido tão bem, por ter sido precisamente após a minha estadia na bela e imponente Áustria, um país que sempre esteve presente nos meus sonhos paisagísticos. Mas isso não significa que este não seja igualmente digno de ser visto. Antes pelo contrário. Vale de facto pela interpretação muito própria da história mais marcante da civilização judaico-cristã. E da representação absolutamente arrojada de um Jesus Cristo, lider de massas, com seguidores e opositores (o papel do Judas está um espanto neste musical) - tal como os lideres actuais. A história da humanidade sempre se repetiu.
Há coisas que são intemporais e são inerentes ao ser humano.

SEAL - esse grande homem da música


Se há músicos que pela beleza das suas vozes e pela grandeza das suas canções me deixam de facto arrepiada, então é sem dúvida o Seal um dos meus absolutos favoritos.

Uma das canções mais bonitas é para mim esta: Violet.

http://www.youtube.com/watch?v=rbiBcVg1br0
O verdadeiro nome do londrino nascido em 1963 é Sealhenry Olumide Samuel. Formado em arquitectura, Seal iniciou-se no meio artístico nos finais dos anos 80 com a sua participação em vários grupos musicais. No entanto, foi com "Killer" em colaboração com Adam Adamski Tinley, em 1990 que assinou o seu primeiro contrato com a editora ZTT records. O seu primeiro album foi lançado em 1991 e até hoje o cantor de origem nigeriana nem mais parou de ter sucesso no mundo da música.
Em 2005, Seal foi cabeça de cartaz do "Festival Galp Energia", no Pavilhão Atlântico. Escusado será dizer que estive lá. Em digressão mundial na altura, para divulgar o seu album acústico com novas roupagens de canções conhecidas e outras menos conhecidas, o concerto em Lisboa foi para mim um must!
Ao contrário de muitas pessoas prefiro as canções menos comerciais de Seal. Não só pela sonoridade e a beleza da voz do cantor, como também pela subtileza das letras, escritas por ele. Não foi por acaso que conquistou Heidi Klum :)

Confiança

O que é bonito neste mundo, e anima,
É ver que na vindima
De cada sonho
Fica a cepa a sonhar outra aventura...
E que a doçura que se não prova
Se transfigura
Numa doçura
Muito mais pura
E muito mais nova...

(Miguel Torga)